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De autoria de Ozires Silva, o livro busca
descrever fatos e passagens que conduziram à criação
e ao desenvolvimento dos primeiros aviões nacionais
de transporte aéreo que foram vendidos ao mercado
comercial e exportados para mais de quarenta países.
Também conta como nasceu a solução
industrial com a constituição da EMBRAER.
O livro pode ser adquirido na Internet ou em livrarias
de todo o Brasil. Uma publicação da Lemos
Editorial.
Caso você já tenha lido o livro e queira
comentar algum fato, escreva para o autor. Mas se você
ainda não leu o livro, escreva também. Seu
comentário ou sugestão é extremamente
bem vindo.(ozires@uol.com.br)
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CARTAS
AO JOVEM EMPREENDEDOR
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No Brasil, a maioria dos novos negócios
surge por necessidade do empresário - e não
do cliente. especialistas explicam como ir da casa zero
ao sucesso.
Por Luís Perez.
Há aquelas armadilhas cujo malefício está
justamente no fato de parecerem uma excelente idéia.
Um tiro no pé bem comum: abrir uma empresa para
virar fornecedor da antiga empregadora. "Pode dar
muito certo se for o pontapé inicial", adverte
Fabio Bretas, diretor da Phynance, especializada em estratégias
de investimento. "Mas será uma catástrofe
se o empreendedor se tornar dependente desse único
cliente." Tudo isso parece indicar que um empreendedor
de primeira viagem tem de ser, antes de mais nada, conservador.
Outro engano. Contraditoriamente, o perfil deve conciliar
realismo com ousadia. "Quem não tem disposição
para enfrentar algumas previsões pessimistas do
mundo dos negócios simplesmente jamais vai iniciar
um empreendimento", afirma o professor de finanças
Roy Martelanc, da Faculdade de Economia, Administração
e Contabilidade da Universidade de São Paulo. Ousadia
não quer dizer temeridade. Arriscar a própria
poupança e admitir um salário reduzido no
planejamento do negócio é ousadia. Recorrer
a bancos para ter capital de giro é temeridade.
"Esse é o caminho mais curto para quebrar",
lembra Ozires Silva, ex-presidente da Embraer e autor
do livro Cartas a um Jovem Empreendedor
(Editora Alegro).
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CASEMIRO
MONTENEGRO FILHO A TRAJETÓRIA DE UM VISIONÁRIO
VIDA E OBRA DO CRIADOR DO ITA
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O livro de Ozires Silva e Décio
Fischetti tem outro estilo: é um documentário
magnífico, com o testemunho dos autores, que conheceram
e conviveram com o marechal. Ozires Silva, além
de ter sido aluno do ITA, é um dos criadores da
Embraer.Quem se recusa a ler prefácios deve abrir
uma exceção neste livro e ler o texto do
brigadeiro Tércio Pacitti - ex-aluno (turma de
1952) e ex-reitor do ITA -, que faz, em poucas páginas,
um dos mais belos retratos de Montenegro, mostrando as
cinco virtudes que possuía, simultaneamente, todas
com a inicial H: humildade, habilidade, honestidade, humor
e humanidade.
O regime militar instaurado em 1964 iria cometer mais
uma injustiça contra esse grande brasileiro. Amigo
e colega do brigadeiro Márcio Mello e Souza, comandante
do 4.º Comando Aéreo de São Paulo,
ele resiste à instauração de uma
comissão de inquérito para apurar as denúncias
e punir os alunos e professores acusados de comunistas
e subversivos. Sua primeira reação foi dizer,
em telefonema, ao brigadeiro: 'Márcio, escute o
que eu vou falar. Eu sou da mesma patente que você,
colega de turma e um pouco mais velho de idade.
De modo que, se você puser o pé aqui no CTA,
eu te prendo!'Mas o pior aconteceu, tempos depois: a comissão
foi instalada e puniu professores e alunos. Ambos os livros
- o de Morais e o de Ozires - mostram, entre outros episódios,
a injustiça cometida pelo brigadeiro Eduardo Gomes,
então ministro da Aeronáutica, em 1965,
ao exonerar Montenegro da direção do CTA,
por motivos puramente político-ideológicos.Cearense
de Fortaleza, Montenegro nasceu em 20 de outubro de 1904
e morreu em Petrópolis, aos 95 anos. Em 1964, aos
60 anos, foi perdendo a visão e, em poucos meses,
ficou completamente cego. Mesmo assim, não se tornou
um homem amargo, passando a fazer palestras e trabalhando
por muitos anos.
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